Meu corpo quase nunca sente fome
Nestes dias pálidos
é como se recusasse comida
Para minguar de bom grado;
meu sono é silente e suave
nenhum ronco ou sibilar
que deixe o mundo perceber
que vivo enquanto sonho

Meu desejo de desaparecer
é um ruído distante
mas persistente:
dissolve a si mesmo
entre expirações e passos
contudo qualquer susto
ou descuido e eis que
me inunda de novo e esmaga
com ausências zumbindo em tom crescente
reverberando mais alto a cada segundo.

27 anos. Teresinense. Sagitariana com ascendente em aquário. Poesia é minha principal linguagem, e as palavras, o que mais amo. Mitologia e fantasia em geral. No plano de "realidade": estudo feminismo, criminologia e sou especialista em direitos humanos.

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