Eu sei onde tá, tá bem ali. Se eu virar o ângulo, eu acho.

Tateio, vou pro outro lado do quarto, tiro umas pilhas de lugar. Tá aqui, eu sei que tá. Sento na cama, analiso o caos. Eu vou achar. Coisas, coisas e mais coisas. Dá pra ver tudo daqui, mas não acho o que quero.

Ahá! Achei. Levanto e vou até o fone. É tudo branco nesse quarto, foi por isso. Foi por pouco. Foi tudo meu. É tudo meu. Eu sei, é um horror, mas é como habito.

Se chegam aqui, já vão logo dizendo: “Não vai arrumar, não?”. Ô se eu vou. Eu arrumo sempre que dá, sempre que tenho certeza de que vou conseguir terminar. Porque não tem nada mais horrível do que deixar pela metade, né? Se eu começo, eu preciso saber que vou terminar. Se deixar incompleto, aí me perco de vez. Mas eu acho. Eu sempre encontro o que quero.

É tudo meu, é tudo do meu lugar. Eu encontro em dois tempos.

Escritora sonhadora dotada de blue feelings. Quer muitas coisas ao mesmo tempo. Acredita nas palavras mais do que na imagem. Não acredita na divisão das casas de Hogwarts, mas tem certeza de que é 70% Ravenclaw, 20% Hufflepuff e 10% Gryffindor.

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