“Minha coisa favorita é monstro – livro 1” conta a história de Karen, uma menina de 10 anos que ama histórias de terror e monstros, e que decide investigar a morte suspeita de sua vizinha, Anka. A HQ imita o que seria o diário da protagonista, escrito e desenhado sobre folha de caderno, e para além do mistério principal, conhecemos também o bairro pobre de Chicago em que ela vive, sua família, a situação política da época e até mesmo sobre arte.
Minhas expectativas para esse livro eram grandes e ele não me decepcionou! É muito interessante acompanhar a vida de Karen e ver o mundo sob seu ponto de vista. Por ser uma criança, ela muitas vezes não entende completamente o que acontece à sua volta e isso nos leva a ficarmos confusos quanto a algumas situações, mas é também com esse recurso que Emil Ferris consegue abordar vários assuntos difíceis como a morte, desigualdade social, racismo e misoginia sem parecer didática e de maneira bastante natural.
A narrativa visual também é incrível! Todos os (muitos) desenhos são feitos com caneta esferográfica (uma técnica que adoro), com direito a reproduções de capas de revistas de terror e até mesmo de quadros famosos.
Terminei o primeiro volume completamente apaixonada por “Minha coisa favorita é monstro” e convencida que ela mereceu todos os prêmios recebidos. Como essa é apenas uma parte da história, muitas perguntas precisam ser respondidas, talvez mais do que ao começarmos o livro, mas isso não é algo ruim, só me fez ficar com mais vontade de ler o volume seguinte.
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Apaixonada por histórias em seus mais variados tipos. Tem tendência a exagerar e a ser dramática. Geralmente está obcecada por alguma coisa, o que pode ser o amor de uma vida inteira ou uma paixão passageira. Estranhamente é uma mistura de Lufa-lufa com uma pontinha de Sonserina. Vai entender.






