Vou-me embora pra Pasárgada – Editorial #5


Sentir-se perdido é quase uma ocorrência diária para aqueles de nós que temos um talento especial pra perder ponto de ônibus, não entender mapas (nem GPS, aliás) muito bem, que viramos esquinas erradas e continuamos por tempo demais antes de perceber. Também é constante para aqueles de nós que não temos muita certeza do que estamos fazendo com a vida, que vivemos em dúvidas. Nunca sabemos para onde estamos indo, fisica e metaforicamente.

Nesse mês, a Pólen vai falar de destinos. Destinos físicos, sim, porque todos nós temos aquela sensação de querer viajar por aí e explorar o mundo, conhecer lugares diferentes. É como aquela sensação no aeroporto, quando você olha o painel de voos e se questiona sobre como seria pegar o avião para Barcelona ou Hong Kong, ao invés do que está no seu cartão de embarque. Aquele sonho infantil de entrar em um ônibus e dar a volta na cidade. O jeito com que o mundo parece uma infinidade de possíveis destinos.

Destinos impossíveis, também, porque quem nunca quis abrir a porta do armário e encontrar Nárnia, bater nos tijolos e ir parar em uma rua mágica, fazer um mochilão pelas galáxias? A ficção tem o poder de nos levar a destinos que só existem na nossa imaginação.

Mas destinos são espaços-tempo e queremos também falar da parte do tempo. Não estamos todos preocupados com o futuro, afinal? De como estaremos lá? De como vamos alcançar nossos objetivos? Afinal, qual é nosso destino?

Talvez o seu destino ideal seja uma ilha em que você seja amigo do rei, tenha mulheres e camas para escolher. Ou talvez seja vender sua arte na praia, mudar-se para Hong Kong ou simplesmente para o outro lado da cidade. Talvez seu futuro envolva largar o emprego e virar cantor de jazz ou talvez você esteja incerto sobre o que fazer da vida, para começo de conversa.

A verdade é que nunca sabemos muito bem qual é o destino que queremos. Mas enquanto isso, podemos falar sobre eles. E sempre podemos contar com aquele clichê de que não é o destino que importa, mas a jornada até lá.

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  • É DO TUMBLR! aquela quote que eles usam pra mostrar como ficam posts com quotes na hora que você tá escolhendo temas.

    obrigada, Alessandra 🙂

  • Alessandra Rocha

    “it does not matter how slow you go, as long as you do not stop”
    Não sei como, quando, onde ou de quem eu li isso… Mas é um lema que tô tentando levar pra vida! Passo mais tempo do que é considerado saudável pensando nas coisas da minha vida, nos caminhos e escolhas a se fazer e acho que nunca na vida eu tive certeza absoluta de que o caminho escolhido era o certo… Já soube bem o que eu queria, mas hoje em dia eu preciso descobrir de novo.

    A revista tá incrível gente! Parabéns pelo trabalho!