Uma “Fração de Segundo” para eu cair da superfície em que me encontrar


Texto: Roberta Cintra

Brincadeiras de lado, a sensação de ler o segundo volume da duologia de Kasie West é justamente essa. Eu literalmente tive que ler confinada no único canto da minha cama que tem paredes de ambos os lados para, assim, evitar maiores acidentes.

A palavra-chave aqui é tensão.

Encruzilhada, o primeiro volume, conta a história de Addie, uma garota capaz de prever o que duas escolhas opostas desencadeam. Addie vive essas duas versões do futuro como se elas fossem reais, apesar de estar seguramente deitada em sua cama, e só pode esquecer do que viu se sua amiga Laila a ajudar com isso.

Elas moram no Complexo Paranormal, onde coisas assim são notícias do dia-a-dia.

Porém, em Fração de Segundo, Addie já tomou sua decisão e não está perante outra escolha difícil; ao invés disso, a narrativa então intercala os pontos de vista das duas garotas, brevemente separadas, e somos presenteados com a narrativa de Laila.

Essa adição serve ao intuito de manter o pobre leitor (aka EU) na beirada da cama, cadeira, escada, sofá, mesa, etc, durante toda a leitura, sim, mas além disso acaba também enriquecendo ainda mais a narrativa do livro. Que leitor não conhece a gratificação em conhecer o ponto de vista daquele personagem que passamos um livro todo vendo apenas pelos olhos de outro personagem?

Laila está em busca de entender como restaurar as memórias de Addie, agora que tudo está resolvido, mas não pode contar para ela. Addie foi passar um tempo com o pai, por conta dos tempos conturbados que acabou de viver.

Quais os problemas que vão manter a tensão de Fração de Segundo ainda mais no pico do que em Encruzilhada?

 

Motivos Extras para ler Fração de Segundo (se é que precisa)

  • Os títulos dos capítulos são ouro.
  • A dupla Addie e Laila. Que dupla!
  • ÓTIMAS PERSONAGENS.
  • Eu realmente amei as personagens femininas da Kasie West (e não é porque elas parecem personagens masculinos, beijos, porque não graças a Zeus NÃO parecem), e elas me dão vontade de ler tudo que Kasie West tocar.
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Sobre Roberta Cintra

Roberta faz Letras porque sempre admirou a profissão de escritor e a faculdade ainda não conseguiu fazê-la desistir de escrever! Posta suas histórias online e está criando coragem para ir atrás de publicar uma das suas loucuras (aka revisando loucamente). Uma potterhead e entusiasta, no geral. DFTBA.