Quase em casa, uma crítica de Hug Of Thunder


Não sou crítica do Pitchfork e nunca tive nenhum tipo de educação musical, mas sou fã de muitas coisas e, entre elas, do Broken Social Scene.

O BSS é um supergrupo canadense que foi levemente revolucionário para o cenário indie, sendo responsável por lançar artistas como a Feist e o Metric. É provável que você os conheça por causa da trilha sonora de Scott Pilgrim. Nela, você ouve a voz de Emily Haines em “Anthems For A Seventeen Year-Old Girl”, um dos maiores sucesso comerciais e críticos da banda.

Depois de um hiato sofrido de sete anos, a banda lançou um álbum novo. O nome é mesmo a cara da banda. Hug Of Thunder saiu no dia 7 de julho e a crítica vem o elogiando pela criatividade e por ser algo que reafirma a identidade sonora do BSS.

Do alto da minha experiência como fã, eu diria que o Hug Of Thunder é, no mínimo, mágico. A longa espera elevou as expectativas, mas Kevin Drew e companhia não decepcionaram. As músicas são deliciosas de ouvir e cimentam o tipo de música que o Broken Social Scene vem fazendo desde 2001, com o Feel Good Lost.

O título do álbum, Hug Of Thunder, foi um presente de Leslie Feist (que também lançou um álbum recentemente, o Pleasure, ideal para dar aquela chorada), e é a coisa mais adequada do mundo. A sensação que você tem ao ouvir esse supergrupo reunido novamente – 17 músicos, nas apresentações mais recentes – é a de estar sendo abraçado por um trovão.

É um álbum elétrico, reflexivo, tristonho mas otimista, realista mas cautelosamente feliz. É definitivamente um daqueles álbuns que revelam muito sobre a natureza humana e a nossa capacidade de ir de 8 a 80 em pouquíssimo tempo.

A transição da reflexiva e deliciosa Stay Happy à raivosa Vanity Pail Kids é só uma prova do que é o álbum – e o Broken Social Scene.

Em uma entrevista à Pitchfork sobre o álbum, Kevin Drew disse que a única maneira de fazer um álbum após tanto tempo era reunir o grupo todo. Praticamente todos que passaram pela banda estiveram presentes na gravação de Hug Of Thunder, mostrando que a união faz sim a força.

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.