Princess Diarist e o legado de Carrie Fisher


Imaginem uma garota de 19 anos num set de filmagens de um filme de ficção científica que seria uma das maiores franquias da história cinematográfica. Imaginem a mesma garota tendo que atuar uma paixão por Harrison Ford (*suspiros*). Imaginem a repercussão desse primeiro filme e todas as coletivas de imprensa que viriam.

Esses são os pontos principais do último livro de Carrie Fisher, “Princess Diarist” (lançado no Brasil como “Memórias da Princesa”). Nele, Carrie disserta sobre os diários que manteve durante as gravações do primeiro Star Wars (isso é, Uma Nova Esperança, o episódio IV).

Se hoje não conseguimos dissociar a imagem de Carrie da imagem da icônica princesa Leia, na época a atriz não fazia ideia de que um filme de ficção científica despretensioso faria tanto sucesso. E é interessante demais, como fã, acompanhar os bastidores das gravações pelo olhar de Carrie, entender melhor o que estava acontecendo ali, na década de 1970.

Os fãs de Star Wars nunca superaram a princesa Leia. E nem deveriam, é claro. Mas o mais interessante é saber que a própria Carrie Fisher não a superou. Durante toda a sua vida, ela foi Leia, e já não sabia bem onde Leia começava e Carrie terminava.

As anotações da Carrie de 19 anos e a memória da Carrie de 2016 revelam o machismo que ocorria por trás das câmeras, as amizades firmadas, alguns segredos de filmagem e, claro, os pontos altos: os problemas pessoais da própria Carrie e o romance, até então secreto, com Harrison Ford.

A própria Carrie Fisher confessou não ter falado sobre isso antes porque Harrison era casado na época do envolvimento dos dois, mas não nego que é reconfortante saber que todas as suspeitas eram reais. Carrison foi um ship real. Também é incrível perceber que, apesar de parecer um romance glamouroso, foi na verdade cruel e complexo.

“The Princess Diarist” é um presente para todos os fãs de Star Wars e, ainda mais, para os fãs de Carrie. É uma oportunidade de conhecer mais a fundo a mente e os pensamentos da eterna princesa Leia. É uma parte do legado de Carrie Fisher, e um tremendo tributo à maior princesa rebelde das galáxias.

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.