O que Sally Albright me ensinou


Além de ver todos os filmes da Disney em fitas VHS, passei a maior parte da minha infância vendo todos os filmes que estrelavam a Meg Ryan. Assisti tantas vezes que até hoje não me esqueci das falas de alguns deles. Meu favorito era “Mensagem Para Você”, mas o tempo passou e “Harry e Sally” tomou esse lugar.

Harry e Sally

AdoroCinema

O filme acompanha a amizade de Harry Burns (Billy Crystal) e Sally Albright (Meg Ryan) durante vários anos, a partir do momento em que se conhecem para viajarem juntos.

Eu nunca vou saber dizer exatamente o que nesse filme o torna meu favorito, mas é ele, indiscutivelmente. De todas as personagens da Meg, Sally Albright é muito claramente a minha preferida, e eu aprendi muito com ela. Surgiu, então, uma vontade de juntar o útil ao agradável, e listei algumas das lições mais importantes que aprendi com essa personagem que me marcou tanto.

1. Tudo bem estar sozinha – e ficar bem com isso

Durante o filme, Sally passa por um término doloroso e precisa se recompor. Ao mesmo tempo, Harry, seu melhor amigo, está lidando com um divórcio. Sempre achei curioso como ele lidava mal com isso, e Sally não. Ela começa a fazer exercícios, dormir mais cedo, e não vê urgência alguma em estar em outro relacionamento.

Não é todo dia que nós vemos a protagonista de uma comédia romântica solteira e satisfeita.
2. Você não precisa ser feita de trouxa

Sally é uma personagem muito forte. Assim que ela começa a sua viagem com Harry, ele a perturba e ela não permite que vá além de uma brincadeira boba. Desde o começo, estabelece limites. Anos depois, quando os dois brigam, ela não perdoa até estar pronta, reforçando que você não precisa dizer sim o tempo todo.
3. Nem todos os conselhos devem ser seguidos

Apesar de bem intencionados, os amigos de Sally oferecem alguns conselhos terríveis durante o filme, e ela não se importa, faz o que é melhor para ela, seja isso o que sugeriram ou não.
4. Tudo bem querer carinho

Quase todas as meninas sonham com contos de fadas. À medida que elas crescem, as pessoas vão desconstruindo essa visão romântica, até chegar em um ponto no qual qualquer tipo de romance é visto como algo negativo. É como se as ensinassem que amar é negativo, que nada de bom vem dele e que, por mais que tentem, jamais conseguirão deixar de sofrer por ele.

Sally me mostrou (e mostra até hoje) que não é assim. Querer carinho, carícias, afeto, é algo normal. E não é porque você tem um histórico de decepções que as coisas não melhorarão no futuro.

Ao mesmo tempo que não vê urgência em estar acompanhada, ela mostra que não há nada de errado em querer companhia.
5. Você é importante

Todo mundo conhece a famosa cena do orgasmo falso no restaurante. É uma cena icônica, porém provavelmente pelos motivos errados. Eu poderia apostar que poucos sabem que ela se propõe a fingir um orgasmo ali porque Harry disse que sabia que as mulheres não fingiam com ele.

A questão principal é que essa cena, assim como muitas outras do filme, me ajudaram a perceber como eu era importante. Ao confrontar Harry, ela mostra que a sua voz também importa, que ela também tem direito a ter sua opinião, e que ele não está certo sempre.

Mais do que isso, Sally me ensinou a ser independente, a seguir o que eu acreditava e que querer as coisas de uma forma um pouco diferente não era algo assim tão absurdo.

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.