‘O outro lado da Cidade’, coletânea de contos


Preciso admitir que não leio muitos livros de fantasia. Depois de uma fase obsessiva na adolescência, meio que deixei de lado por outros gêneros. Mas fantasia urbana sempre esteve longe das minhas listas de leitura. Aí eis que surgiu O outro lado da Cidade na minha frente. É uma coletânea de contos, com dez autores nacionais, sobre eventos sobrenaturais pela cidade e organizada pela minha amiga Tassi.

Apesar de eu de fato não conhecer muito fantasia urbana, acho que a leitura de contos é uma das minhas favoritas. É mais fácil de ler no ônibus, antes da aula começar, enquanto espero alguém e evita aquele problema de querer terminar a história antes de dormir, mas ainda ter 200 páginas pro final.

Esse livro em especial me envolveu bastante. É uma leitura bem rápida, mas, apesar de ter temáticas curiosas, acho que o mais legal que eu tirei da fantasia urbana foi conseguir me situar nas histórias com cenários menos específicos.  Poderia ser a minha rua, o taxista esquisito que me levou na semana passada, o ponto de ônibus em que espero todo dia. A parte menos crível pra mim foi quando se referiram ao ‘trocador’ e demorei alguns segundos até perceber que estavam falando do cobrador.

Eu tenho meus contos preferidos – Vingança é uma palavra de quatro letras, Sem troco e O que os gatos dizem (esse foi o que mais gostei, ele é totalmente adorável. É, eu sei que adorável é uma descrição estranha pra livros sobrenaturais, mas juro que é) – mas o melhor foi poder ter a experiência de ler todos esses autores no conjunto.

Fica a recomendação de leitura, mas já aviso: tente não terminar antes de dormir. Se não te deixar um pouco hesitante, com certeza vai deixar os sonhos um pouco confusos.

Links: goodreads – site da editora

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Sobre Lorena Pimentel

Paulistana que preferia ter mar, entusiasta do entusiasmo, Grifinória com medo de cachorros, defensora de orelhas pra marcar livros, não gosta de açúcar, colecionadora de instagrams com fotos de bebês, oversharer no twitter (@buzzedwhispers) e uma eterna vontade de ter nascido Rory Gilmore.