“O dia em que a minha vida mudou por causa de um chocolate comprado nas ilhas Maldivas” Keka Reis com ilustrações de Vin Vogel.


Mia levava uma vida normal e tranquila de garota normal e tranquila do sexto ano. Até encontrar aquele pacote misterioso com um bilhete misterioso que continha uma única frase: “quer sentar do meu lado hoje na perua?” e dois quadradinhos com “sim” e “não” aguardando o devido preenchimento. Dentro do pacote misterioso, um chocolate, mas não qualquer chocolate. Um chocolate Pura Magia, que era seu preferido quando era criança e cuja produção havia sido descontinuada. A única pessoa que sabia do chocolate e da sua importância era Bereba, seu amigo. E a letra do bilhete também era dele. Logo a vida de Mia deixou rapidamente de ser normal e tranquila.

Esse livro é uma fofura. Gostaria de ter pessoas na minha família que estivessem na faixa etária ideal pra ele pra poder dar de presente (arrisco uns 9 a 12 anos, margem de erro pra mais e pra menos, e o mais é realmente mais, visto que como tenho 32, já saí faz um tempinho da faixa dos 9 a 12 anos). Um dos maiores elogios que posso fazer a ele é que realmente parece narrado por uma garota do sexto ano que convive com outros alunos do sexto ano. E os problemas que se enfrentam nessa idade estão lá: grupinhos de meninas e de meninos que nem sempre se misturam, limites para o uso do celular, sentimentos por colegas que podem ou não estar tomando um rumo que não se quer, descobrir que às vezes a primeira impressão que temos de um colega nem sempre é a mais acertada.

Fiquei com um carinho muito grande pela Mia, a protagonista, por ser uma menina tão cheia de sentimentos (alguns deles acumulados) mas sem saber exatamente como dar vazão a eles. Principalmente, uma menina percebendo que as coisas estão mudando à sua volta e que, querendo ou não, ela vai fazer parte dessas mudanças. Dos outros personagens acabei gostando muito da Jade, que eu sabia que ia surpreender em algum momento.

Não vou dizer que a leitura é leve porque ela pareceu assim pra mim. Mas eu não estou no sexto ano já tem…umas duas décadas. Mas eu posso garantir que os pensamentos de Mia e as situações pelas quais ela e seus colegas passam vão ter grande identificação com o público-alvo.

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