Love is love is love – Os melhores ships LGBTQ+


Já que o assunto do mês é favoritos, nada mais justo do que falar sobre OTPs. Se você não está familiarizado com a sigla, ela significa “one true pairing”, e se refere àqueles ships que são OS MELHORES SHIPS DO MUNDO!!!!

Unindo isso ao Dia do Orgulho LGBT, compilei uma lista dos meus casais favoritos que entram no espectro LGBTQ+.

5. Britin – Brian Kinney e Justin Taylor, Queer As Folk US, 2000-2005

Quando eles chegaram na TV, tudo era hétero. Aliás, me arrisco a dizer que essa lista não existiria se Britin não tivesse aberto as portas da televisão para a representação de casais gays.

Justin e Brian se conhecem num momento esquisito, e o começo do “relacionamento” dos dois é complicado. Justin, de 17 anos, se apaixona por Brian, de quase 30, durante uma escapulida para visitar a cena gay da cidade.

Durante as cinco temporadas da série, a “troca” é enorme. Enquanto Justin começa a descobrir e aceitar sua sexualidade, Brian passa a ver as coisas sob uma nova ótica. Os dois crescem juntos e mudam juntos e se amam tanto que às vezes dói.

Além disso, vale mencionar que, para começo dos anos 2000, o tratamento que o relacionamento teve foi algo novo, e abriu muitos caminhos.

E sim, a última cena do casal permanece na minha lista de cenas mais lindas da tv.

4. Klaine – Kurt Hummel e Blaine Anderson, Glee, 2010-2015

Como boa fangirl de Klaine, não poderia deixar de incluí-los nessa lista, tanto por questões de representatividade e política quanto por questões de história. O casal foi revolucionário porque era um romance gay fofo adolescente, onde ninguém era “promíscuo (vide Brian Kinney) e que teve espaço – e tato dos roteiristas – para ser desenvolvido de forma natural.

Por mais que Glee fosse problemática em diversos aspectos, e não soubesse lidar com continuidade e plot holes fossem uma realidade em praticamente todos os episódios, Klaine era incrível. Os dois provaram que high school sweethearts podem, sim, ficar juntos, e que tudo o que você precisa é de amor.

3. Ian e Trevor, Shameless (US), 2016

Por mais que Gallavich tenha sido um relacionamento interessante de ver em Shameless, o campeão no meu coração é Ian e Trevor. Primeiro que Trevor é um homem trans* maravilhoso, que chega na série disposto a desconstruir os conceitos errados que Ian tem. Segundo que, por causa da chegada de Trevor, eu ouvi, pela primeira vez na minha vida, uma personagem de televisão dizer que é demissexual.

O relacionamento dos dois traz à tona várias discussões que nunca vi em séries, sobre gênero e identidade, e é tão positiva no sentido de representatividade que merecia ser mencionado aqui.

2. Ruth Jamison e Idgie Threadgoode, Tomates Verdes Fritos

 

Quando vi o filme pela primeira vez, era claro para mim que Idgie e Ruth eram um casal, e olha que eu era uma criança pequena. Apesar de serem retratadas no filme como grandes amigas, as duas são o casal mais fofo e goals da vida.

No livro de Fannie Flagg, todas as personagens sabem que as duas estão apaixonadas, e elas cuidam de um bebê juntas e são domésticas e um casal de velhas e comandam um restaurante e se defendem. Elas são lindas porque a história se passa lá em 1920 mais ou menos, e elas não tinham vergonha ou medo, e não escondiam seus sentimentos.

1. Tabitha Denton e Jackie Hardwick, Grrrls on the Side, 2017

 

Apesar de ser um livro recente, Grrrls on the Side se passa nos anos 1990, pós o grande surto de HIV, no auge do grunge e do punk e do movimento Riot Grrrl. É nesse contexto que Tabitha, uma adolescente que acha que está apaixonada pelo melhor amigo – e é constantemente vítima de bullying na escola – descobre um grupo feminista punk.

Nessas reuniões, ela descobre mais sobre sua sexualidade e personalidade, e Jackie tem um papel importante nessa descoberta – e o romance das duas é extremamente fofo e maravilhoso.

Aviso de gatilho: Grrrls on the Side aborda, de forma superficial, estupro. Não há uma descrição detalhada, mas o assunto é abordado.

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.