“Guia Astrológico Para Corações Partidos”, Silvia Zucca


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Só nos filmes as pessoas dizem coisas como “Gosto de você profundamente, Bridget. Do jeito que você é”.

Quando comecei a ler Guia Astrológico, me identifiquei com Alice. Em alguns momentos, eu fiquei com um pouquinho de raiva dela. Sabe aquela amiga (o) que você tem, (para não dizer a si mesma, de vez em quando…) que sabe que está fazendo merdinha e a única coisa que pode fazer é esperar pra ver no que dá? É exatamente assim.

Alice trabalha numa rede de televisão, está na casa dos trinta e um belo dia dá a sorte de conseguir um amigo que lê mapa astral e entende de signos. Quantas de nós tem essa sorte? Mas, antes de pensar na sorte, vamos por partes. Alice trabalha no mesmo local que seu ex que vai casar, sendo que a mulher que ele vai casar também trabalha no mesmo lugar e foi amiga de Alice. Imaginou que horrível? Vamos piorar um pouco mais, a empresa em que ela trabalha contrata um homem para avaliar que realmente vai ficar na empresa, como um corta custo. Como será que ela vai lidar com Nardi, o homem que ela sabe que está ali para demitir pessoas? E como lidar com seu ex casando antes de você? Então, nada mais justo na balança que Alice  encontre no meio de muitas lágrimas, Tito, um jovem ator que se torna seu “guru” astrológico.

Em muitos momentos me vi em Alice, o jeito enrolado de permanecer em romances que não dão pé ou como ter que se virar no emprego para fazer o melhor, ou ainda ir toda arrumada para parecer bem por fora mas por dentro, nossa, um caos.

O livro tem muitas referências como a citada, de filmes a livros e seriados e isso fez com que me apaixonasse por ele. Alice tem o mesmo defeito que eu: gostaria que sua vida fosse um romance estilo anos 80 ou como a música do Shawn Mendes que diz “toda garota como você merece um gentleman.”

O livro da Suma de Letras é leitura é leve, uma comédia romântica estilo filmes antigos nos tempos atuais, com pitadas de luas, astros e mapas astrais combinados. As vezes, pela quantidade de informação, se torna um tantinho cansativa, mas como eu disse, você quer saber se Alice terá ou não seu romance tipo os de filmes da sessão da tarde. E como ela é gente como a gente, até que ela chegue no final, muitas aventuras, lágrimas, encontros acontecem, para nossa sorte (?).

“-Que bom que foi uma história com final feliz.

– É disso que você gosta, não é? De histórias com final feliz, quero dizer. Dos filmes românticos. (…)

– Verdade. O final feliz nunca é garantido.

– O amor é sempre mais complicado do que nos filmes. Nas histórias em geral a gente sabe logo onde e com quem a protagonista vai ficar, não tem dúvidas, só mal-entendidos.

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Sobre Lila Godoy

Priscila, amante de livros e está na casa dos trinta. Tem tatuagem, piercing e ama seus 5 cachorros. Resolveu esse ano aceitar suas escolhas e isso inclui mostrar para todos o que escreve.