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Wanderlust: expressão derivada do alemão. Comumente definida como um forte desejo de viajar e/ou de explorar o mundo.

Bookaholic: Definição divertida para um viciado em livros.

Não é difícil imaginar alguém que una essas duas definições em si mesmo. Ser um apaixonado por viajar e um apaixonado por livros ao mesmo tempo pode render um desejo deliciosamente utópico: visitar os destinos que conhecemos na ficção.

Difícil esbarrar por aí com um leitor aficionado de Harry Potter que nunca passou noites sonhando em ir para Hogwarts. Castelo, magia, lojas bruxas divertidíssimas, doces e aventuras intermináveis. Aliás, esse sonho de viagem certamente já começa no embarque: eu enfrentaria tranquilamente um punhado de horas na “estrada” acompanhada dos amigos e de carrinhos de doces.

Como não lembrar, também, de Nárnia? Mais castelos, mais seres mitológicos para conhecermos, um tanto de neve e até o famoso manjar da feiticeira não deve ser algo que joguemos fora com facilidade. Coloque aí na lista também a Aldeia Hobbit, de Senhor dos Anéis. Aquela paisagem estonteante, cheia de verde e com construções pequeninas e pitorescas.

Para não dizer que não lembramos dos clássicos infantis, que tal um passeio no País das Maravilhas, onde tudo é o que não é? E na Terra do Nunca, onde as crianças nunca crescem? Quem sabe na Cidade das Esmeraldas, andando pela estrada de tijolos amarelos em busca de um Mágico que pode resolver qualquer problema?

Comecei falando dos universos fictícios meio que inalcançáveis, mas se os autores tem o poder de nos deixar sonhando com um destino onde nunca conseguiremos pisar de fato, eles também podem acabar nos dando aquela pitadinha de animação na vontade de conhecer alguns destinos reais, por que não?

Confesso que nunca tinha tido uma pira muito grande com Paris, por exemplo. Tá bom, a Torre Eiffel, mas e daí? E daí que Stephanie Perkins conseguiu me deixar encantada com a cidade em seu Anna e o Beijo Francês. Nem gostei tanto assim do livro, mas da cidade… Paris que me aguarde num futuro espero-que-próximo.

Não posso falar muito sobre os livros que nos oferecem destinos reais (vai ter uma matéria colaborativa especial só sobre isso!) e portanto volto aos ficcionais para falar um pouquinho também daqueles onde a gente prefere se manter distante mesmo. Ou alguém tem coragem de dizer que queria visitar a Chicago representada na trilogia Divergente? Panem, de Jogos Vorazes? Illéa, de A Seleção?

É a qualidade narrativa do autor na hora de criar um destino que consegue nos deixar completamente apaixonados por uma cidade/mundo – ou querer a mais completa distância dele. Sempre me encantei com aqueles que conseguem fazer tudo isso com as palavras: nos transportar para qualquer lugar, além do papel, seja esse lugar uma maravilha ou um completo terror. Infelizmente nem todos existem de verdade para que possamos conferir, mas quem é realmente amante dos livros sabe que dá para passear um tanto só abrindo mais uma página. E aí, para onde você quer ir primeiro? Boa viagem!

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Sobre Analu

Começou a ler aos 4 anos e nunca mais parou. Hoje tem 23 anos, é formada em jornalismo, continua devorando livros e passa o dia querendo escrever.