Editorial #1


Eis aqui uma verdade: nós mentimos o tempo todo. Não, sério, pense sobre isso. Não minta para nós.

Confesse, ainda que para si mesmo, que você já mentiu hoje. Talvez tenha sido uma mentira leve, do tipo que dizemos por aí só pra evitar constrangimentos, driblar prazos ou poupar os sentimentos alheios. Aquela disfarçada nos hãs e ahãs quando você conversa com aquele conhecido de quem não gosta muito e mal presta atenção no que ele diz. Um bom dia pro colega chato. Um ‘claro que eu fiz, espera aí, vou só lá imprimir’ pro professor da faculdade naquela entrega de trabalho que você totalmente esqueceu que tinha. O clássico ‘o ônibus atrasou’ quando na verdade você que demorou pra levantar da cama.

Ou talvez nem tanto. Quem somos nós pra saber da sua vida, mas algo nos diz que você tem algumas mentiras sérias. Uma amizade condicionada por histórias falsas, um relacionamento quebrando por causa delas. Uma mentira pequena para os pais que acaba se tornando uma rede. E a lista continua. Sejamos sinceros: não dá pra falar a verdade o tempo todo.

Os livros também não conseguem. Mas, pra sorte deles, a mentira é mais bem aceita no meio literário. Alguns dos melhores livros nos fazem ter a surpresa de acreditar em seus personagens até que a verdade seja revelada. Outros trazem mistérios em cima de inverdades que eles espalham pelas páginas. E, o mais legal de tudo: quando você não sabe no que acreditar. Afinal, o que é a literatura senão várias mentiras muito bem contadas? Ou algumas verdades disfarçadas?

Acreditamos que as mentiras, cascatas, balelas,  fantasias, falsidades, caraminholas (ou como você quiser chamá-las) são divertidas. E, pra nós, diversão é a melhor parte da leitura. Se você também acha, clique em ‘li e aceito os termos de compromisso’.

Essa não é a maior mentira que contamos?

 

Bem-vindos à Revista Pólen. Esperamos que vocês gostem 🙂

 

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