Editorial #2


Carx leitorx,

Estamos constantemente nos correspondendo, certo? Pense em como você passa grande parte do dia respondendo mensagens no whatsapp ou amaldiçoando a tecnologia do ‘visualizado em’ do facebook que te obriga a responder na hora. A verdade é que as mensagens, em suas diversas formas, meios  e intensidades, fazem parte das nossas vidas.

Quem não gosta de receber um cartão postal do amigo que foi viajar? Um cartão de aniversário, uma carta cujo remetente é querido? (Ainda que ela seja enviada por email?) E, os conservadores que nos perdoem, mas algumas das melhores correspondências acontecem por snapchats. Mas não vamos esquecer do costume antigo: uma carta escrita à mão é algo a ser valorizado, a imagem de alguém tirando um tempo para nos escrever não parece no mínimo agradável?

A mesma coisa acontece com os livros e é aí que entra nosso tema do mês: corresponder. Algumas das nossas leituras favoritas (e até algumas não tão favoritas assim …) têm em seu enredo a correspondência. O charme do gênero epistolar é inegável.

Mas o ato de corresponder não para por aí. Estamos sempre tentando atingir padrões, certo? Ao que nos é esperado? Nos adequar a algo, que, pelo que define o dicionário, é um dos significados de corresponder. O mesmo acontece com nossos personagens. Eles também vivem amores (não) correspondidos, tentam (e falham e desistem e acabam tentando de novo) atender às expectativas depositadas neles, depositam outras várias expectativas e sentimentos em outros personagens… Assim como acontece na vida. A literatura está cheia de personagens e situações nos dizendo algo sobre corresponder, mas principalmente sobre o que acontece quando isso não é possível.

É assim que nós  queremos começar o ano novo: com expectativas a serem atingidas, com sentimentos a serem retribuidos e com muitas mensagens a serem trocadas.

Tenham um feliz 2015 e aproveitem os textos dessa edição (:

Atenciosamente,

 

 

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