De um jeito ou de outro – Editorial #21


Arte: Gabriela Amorim

Você nunca sabe o que o outro está pensando. Bom, pode tentar imaginar, mas a verdade é que sempre estamos presos na nossa própria consciência. Isso significa que cada um de nós tem uma vivência única: experiências, lugares, impressões e sensações de cada um de nós.

Mas também significa que cada pessoa que conhecemos tem a sua própria vivência. Cada um – da sua mãe até o caixa da farmácia e a moça da padaria – tem impressões completamente diferentes da sua, ainda que sejam iguais à primeira vista. O azul que você vê no céu não é o mesmo azul que seu vizinho enxerga. As flores na sua janela não são as preferidas dos outros e há quem goste de coentro.

O que queremos dizer com tudo isso? É que observar as diferenças entre nós – grandes ou pequenas – é importante. Sua realidade é diferente da de alguém que mora do outro lado do mundo, mas existem semelhanças também. Narrativas que questionam e celebram diferenças nos ajudam a ter experiências que nunca teríamos, mas também nos ajudam a mudar a perspectiva de algo que já vemos.

Essa é nossa ideia aqui na Pólen em agosto. Questionar, celebrar e entender o que é a figura do outro. Outras pessoas, outros lugares, outras vivências.

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