“Caviar é uma ova”, Gregorio Duvivier


Falando com a experiência de quem já leu todos os livros de Gregorio Duvivier, Caviar É Uma Ova é mais um
apanhado do que Duvivier vem escrevendo na Folha do que algo inédito.

Apesar de gostar muito mais do Gregorio poeta, acho o Gregorio cronista bem interessante, e tive algumas favoritas no livro. Para quem acompanha o trabalho dele na Folha, talvez não haja nada de novo. Para quem não conhece nada dele, é uma boa forma de começar. Caviar É Uma Ova é um retrato bem fiel de quem é Gregorio Duvivier, e de qual voz ele usa quando escreve em prosa.

As crônicas tratam dos assuntos mais diversos: de Carnaval a política, de legalização das drogas a relações afetuosas do autor. Ao longo de 176 páginas, Gregorio leva o leitor para um passeio na sua própria vida, convidando quem estiver lendo a entender o que o faz ser Gregorio Duvivier.

Quando terminei de ler o livro, concluí que prefiro quando Gregorio escreve sobre amor. Ele consegue, com as crônicas de amor, não ser repetitivo e fazer com que o amor que eu tenho por sua escrita volte. Mas quando escreve sobre política, é o velho mamão podre do qual ele fala em uma das crônicas do livro.

Dito isso, o livro traz crônicas realmente fantásticas, e que fazem o leitor querer abraçar o livro e não soltar jamais (estou falando de você, “Cerimônia do adeus”). É possível que o leitor se pegue rindo, desprevenido e inconscientemente, ou sentindo compaixão pelo que Duvivier conta.

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.