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Texto: Marina Cavalcante Diogo: Então, Kaian, tu tá dizendo que pra pessoa amadurecer tem que sair de casa?!   Kaian: Não necessariamente, Di, mas todo mundo sabe que sair de casa mexe com o seu amadurecimento. Você tem que administrar aquele dinheiro, seus horários, as contas… A vida, né, manas. […]

14km


Quando a carta de Fernanda chegou, Pedro estava no fundo da casa. Havia acabado de dar o milho às galinhas, que ciscavam vorazmente sob seu olhar distraído. Ajeitou o chapéu para melhor se proteger do sol escaldante. Meteu um talo fino de mato nos lábios antes de correr os dedos […]

Laranjeira











Texto: Solaine Chioro   Conto inspirado no mito de Píramo e Tisbe Eu corria, apertando as pálidas amoras entre meus dedos e sentindo o coração batucar intensamente dentro do meu peito.  Eu nunca estive tão assustada em toda minha vida. Já havia provado de muitos sentimentos: decepção, solidão, tristeza… Mas […]

Tisbe na caverna





Minha música brasileira favorita é Baby, porque ela começa dizendo "Você precisa saber da piscina, da margarina, da carolina, da gasolina" e isso me faz pensar num mergulho gelado num dia quente, pão fresco de manhã, carolinas muito doces num café da manhã de hotel, inspirar mais do que deveria o cheiro confuso e proibido da gasolina. São coisas banais, que a gente não precisa. Será?

Você precisa tomar um sorvete


Texto: Gabriel Martins Edito os silêncios. Todos os dias, quando estou fazendo reportagens para rádio, o meu trabalho é, além de selecionar as falas, editar as pausas e a respiração. Às vezes, frações de segundo ínfimas que mal se pode ver entre os picos das ondas sonoras. Em outros momentos, […]

Editando silêncios





Existe algo de fascinante em olhar as pessoas dentro de suas casas, sem que elas saibam que você está observando. Desde pequena gosto de olhar para as janelas alheias, ver o que as pessoas estão fazendo e imaginar histórias, rotinas, amores, ansiedades e angústias para os que estão lá dentro. […]

Dolores


















Fiquei um tempo contemplando seus olhos. Eram azulados: não sei se naturalmente azulados, ou se era catarata, pois havia certa desatenção em sua mirada que me lembrava cegueira. Ora! Que irresponsabilidade entrar dentro de um carro com alguém que não enxerga conduzindo. Tinha que chegar em casa! Havia gente me […]

O taxista