‘Amy & Roger’s Epic Detour’, Morgan Matson


   Idioma: Inglês
   Autora: Morgan Matson
   Editora: Simon & Schuster
   Nota: 5 estrelas

A primeira vez que li Morgan Matson foi porque uma amiga me indicou. Comecei pelo seu primeiro trabalho lançado, ‘Amy & Roger’s Epic Detour’, livro que me tocou muito e cai direitinho no tema desse mês da revista.

Amy é uma garota que está abalada. Para piorar, sua mãe decidiu mudar de estado e deixou Amy como a responsável pela mudança do carro: ela precisa ir da Califórnia até o outro lado dos Estados Unidos, Connecticut, dirigindo. Porém, Amy não dirige mais. Depois que seu pai faleceu em um acidente de carro, a garota não consegue mais sentar atrás do volante. E então, Roger entra na história como o motorista. No começo, os dois não se entendem e um é muito fechado com o outro. Isso começa a mudar ao mesmo tempo que a viagem vai ficando mais pessoal, graças ao ‘epic detour’ que eles fazem, em vez de seguir direitinho o trajeto feito pela mãe de Amy. O final é fofo e doce, capaz de fazer qualquer coração bater mais rápido e dar pulos de alegria.

Morgan tem um jeito de escrever muito meigo e ela não se preocupa em usar um vocabulário mirabolante para contar sua história. O objetivo dela é te levar para dentro da sua narrativa, te fazer sentir. A livro tem uma leitura muito rápida. Recomendo deixar um pacotinho de lenços de papel do seu lado, caso você seja um pouco sentimental. Eu chorei bastante.

‘Amy & Roger’s’ é um livro triste e engraçado. É uma história positiva. O tema morte está presente e nós sentimos o peso que Amy carrega.  A história é sobre carregar o peso de uma culpa, desenvolver medos e viver com o fato de que é possível deixar de ver e falar com uma pessoa para sempre. É um livro que fala de superação do medo e culpa, mas nunca da dor. A dor estará sempre presente, o importante é saber que o amanhã será melhor. E se não for o amanhã, pode ser o próximo.

amy & roger's tomorrow

Uma coisa que gostei muito foram as várias playlists espalhadas pelos capítulos, especialmente porque elas tinham músicas de algumas das minhas bandas favoritas. Como Amy faz um diário de viagem (<3), o livro também tem várias ilustrações como fotos, cartões postais e recibos. Acho que isso acrescentou um pouco mais e deixou a experiência da leitura ainda mais completa. Era sempre legal entrar em um novo momento da roadtrip e ver uma nova playlist para acompanhar a viagem, que também mostrava a evolução das personagens e da viagem.

A viagem de Amy foi pelos Estados Unidos, mas seu destino não era chegar a um lugar físico. Era aceitar que as coisas acontecem e nós não temos controle sobre elas. Não temos culpa. Não podemos nos sentir culpados por algo que não controlamos. Ao final da história, Amy ainda carrega as mesmas tristezas, mas ela enxerga e entende os seus sentimentos de uma maneira diferente.

Confesso que ainda não li ouvindo as músicas, mas pretendo fazer isso um dia. Quem sabe essa não pode ser a sua primeira experiência com esse livro encantador? ‘Amy & Roger’s’ é um livro que vale a pena, que emociona, diverte, fortalece e, como todos os outros da Morgan, te dá esperança.

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Sobre Rovena

Rovena é de Vitória, formada em Relações Internacionais e atualmente cursa Letras-Inglês. Gosta muito de ler e ouvir música enquanto escreve. Grifinória, feminista e especialista em tretas do blink-182. Está no twitter (@rovsn).