Agora nós vemos – Editorial #35


Arte: Luísa Granato

Ter medo do escuro é ter medo daquilo que nós não vemos. Quando você é criança, pode ser o nervosismo em relação a monstros esquisitos e que vão puxar seu pé para baixo da cama, mas na vida adulta os monstros são outros.

Quando não vemos, existe o suspense. O suspense daquilo que nos rodeia. Metaforicamente, os monstros são sentimentos difíceis, inseguranças e receios. Não vemos o que existe do outro lado, mas vemos aquilo que nos assombra. A névoa encobre o fim do túnel.

Suspense, como storytelling, é uma ferramenta que é usada de diversas formas: engaja a audiência, reverte enredos, segura todo mundo até até que BAM! não era bem isso. É a razão de romances policiais fazerem muito sucesso e porque todo mundo ama detetives que encontram soluções em palácios mentais. É o que nos deixa na ponta da cadeira do cinema, nervosos com o desenrolar dos fatos fictícios.

Mas na vida real o suspense também toma diversas formas. O medo do que está pro vir, a incerteza de caminhos não trilhados, as inseguranças que reforçamos todos os dias, a ansiedade. As partes boas também, como o frio na barriga de um acontecimento que muda sua vida, a animação para um programa legal, a vontade de que um dia chegue logo…

Suspense pode ser bom ou ruim. E estamos ansiosos para falar dele.

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E ah, caso você esteja se perguntando o que aconteceu com a Milena? Logo você vai saber…

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Sobre Lorena Pimentel

Paulistana que preferia ter mar, entusiasta do entusiasmo, Grifinória com medo de cachorros, defensora de orelhas pra marcar livros, não gosta de açúcar, colecionadora de instagrams com fotos de bebês, oversharer no twitter (@buzzedwhispers) e uma eterna vontade de ter nascido Rory Gilmore.