“A traidora do trono”, Alwyn Hamilton


Oito meses se passaram desde as aventuras de Amani em A rebelde do deserto e a mensagem da rebelião está se propagando. A fama da Bandida de Olhos Azuis também está se espalhando pelo deserto e este lado de Amani é quase uma lenda, ainda que algumas histórias sejam mentiras. E ainda sendo uma demdji, Amani é uma peça fundamental na batalha do príncipe rebelde contra o Sultão.

Até que ela é sequestrada e levada para o palácio. Prisioneira, a garota só pode frequentar o harém, lugar onde vivem as esposas e filhas do sultão, e também um lugar onde sempre há desconfiança e medo. Ao mesmo tempo, Amani também precisa fugir das armadilhas criadas pelas esposas do sultim, o príncipe Kadir.

Tentando sobreviver lá dentro, Amani vai, aos poucos, ganhando a confiança do sultão. Ela começa a participar de reuniões políticas porque demdjis podem dizer quando a outra pessoa está mentindo. E demdjis não podem mentir. Eles sempre falam a verdade. O que é um problema para Amani, porque ela tem medo de ser perguntada algo sobre e rebelião e ter de falar a verdade.

Porque agora ela tem informações importantes e secretas, a garota encontra um jeito de se comunicar com os seus amigos que estão do lado de fora e juntos, eles tentam armar um ataque ao palácio.

A traidora do trono é uma história muito mais política do que aquela do primeiro livro. Traições, ameaças e herdeiros tentando roubar o trono do outro são assuntos comuns nesse livro. E assim como Amani, é difícil saber em quem confiar. E esse é um ponto importante para a história.

Confiança.

É muito fácil se deixar levar por algumas coisas que as outras pessoas falam. Quando você está inserida em um determinado ambiente, aquelas histórias e situações podem começar a parecer verdadeiras, mesmo que no fundo você saiba que há um outro lado. Um outro lado que, talvez, seja o real. O único que é verdadeiro.

Após começar a passar um tempo ao lado do sultão, participando de suas reuniões e tendo pequenas conversas com ele durante a sua estádia no palácio, Amani se vê duvidando da capacidade de Ahmed (o príncipe rebelde) de assumir o trono. Será que ele tem o que é necessário para ser um bom governante? Será que ele conseguiria fazer o necessário para o bem-estar do povo?

Em uma situação dessa, será que é realmente possível confiar em todos que se dizem aliados?

Em A traidora do trono, Amani continua com o seu jeitinho encantador e poderoso, ainda mais agora que ela sabe usar os seus poderes ao seu favor. Por mais que as circunstâncias estivessem indo contra tudo o que ela queria, Amani não se deixou abater. E não deixou que isso mudasse o seu jeito de ser. Mesmo duvidando de Ahmed, ela sabia o que tinha de fazer.

Mas eu sabia quem era. Eu ainda era uma rebelde.

Essa leitura foi um pouco mais demorada que a do primeiro livro, talvez porque foi necessário lembrar de todos os personagens e acontecimentos. Mas, assim que as reviravoltas de Amani começaram a acontecer, a leitura fluiu e eu não conseguia largar o livro para fazer outra coisa (inclusive levei para a faculdade e li durante a aula). O final foi surpreendente e me deixou curiosa e ansiosa para o terceiro volume, que deve sair aqui no Brasil ano que vem.

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Sobre Rovena

Rovena é de Vitória, formada em Relações Internacionais e atualmente cursa Letras-Inglês. Gosta muito de ler e ouvir música enquanto escreve. Grifinória, feminista e especialista em tretas do blink-182. Está no twitter (@rovsn).