A alma da festa


Fim de ano, confraternizações, festas, formaturas, baladas, férias, a troca constante de energias. Sem muito esforço, é possível imaginar jovens comemorando o fim do semestre, o suor na pele, os corpos dançando em uma mistura de ritmos, o coração seguindo o compasso. Ou então, alguém de branco na praia, um copo na mão, conhecidos e desconhecidos, a música alta demais para ouvir os próprios pensamentos, a aguardada contagem regressiva para o renascer de 365 dias.

Você consegue se ver nesses cenários? Bom, eu não. E está tudo bem.

Do início ao fim de muitos anos, eu passei por incontáveis questionamentos e dramas internos porque não era para estar tudo bem. No auge da minha juventude, eu deveria aproveitar e esbanjar minha jovialidade nas mais diversas festas que o mundo tem para oferecer.

Eu não queria, mas gostaria de querer. Seria mais fácil: Eu entraria num padrão idealizado para adolescente e jovens, não seria mais a “amiga furona” ou “a chata do rolê”, mas sim a alma da festa. Eu iria celebrar a vida, certo?

O que eu não sabia, é que existem outras formas de celebrar, tão válidas quanto quaisquer outras e, se me permitem o trocadilho, que possibilitam um pouco mais de calma na alma.

A música alta no conforto do meu quarto sempre foi uma ótima trilha sonora. Há diversas playlists que me colocam no humor de festa – uma bem privada e com uma convidada vip: eu. Funk, reggaeton, sertanejo, rock, pop punk, eletrônica… Você é a ou o DJ. Não se esqueça de dançar pelo quarto se tiver vontade.

E em uma boa festa não pode faltar uma boa comida, certo? Já que estamos celebrando, que tal fazer ou pedir seus pratos ou sobremesas favoritas? Os convidados para refeição podem variar de acordo com o desejo do organizador: amigos próximos, um filminho, um livro ou o silêncio. Todos ótimas companhias.

O autocuidado também é uma celebração – uma das mais íntimas. Se permita cuidar de si, seja do físico, do mental ou do espiritual, seja com um bom banho, um bom livro ou um um bom mantra. E não é só porque a festa é para um, que você não deva se arrumar. Sinta-se a vontade para por sua melhor roupa, independente se ela for um vestido longo ou aquela blusa que você usa de pijamas.

O que eu quero dizer com todas essas sugestões é que está tudo bem não se sentir confortável com as festas de fim de ano da escola, faculdade ou firma, ou passar o réveillon naquela boate que seus amigos te chamaram pra ir. Há várias formas de festejar suas conquistas, o fim de mais um ano ou a vida. Em alguns momentos estamos dispostos a fazer isso de maneiras que envolvem muita gente, mas em outros, só queremos desfrutar do prazer da nossa própria companhia. De qualquer forma, você continua sendo a alma da festa. É só seguir o que você deseja e se permitir ser quem você é – sozinha (o) ou acompanhada (o). Boas festas!

 

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Sobre Isadora Ferreira

Nascida e criada no interior mineiro, uma taurina que agora passa os dias letivos admirando o mais belo horizonte do estado, comendo pão de queijo e estudando Comunicação Social. Tem cara de séria e cult, mas só pensa em letras de músicas, histórias inventadas (por ela e por outras pessoas) e cultura pop.