6 álbuns que nós amamos


Quem não tem um álbum favorito, não é mesmo? Seja de pop punk, emo, funk, indie… Tudo vale se a música falar com você. Esse mês, nós da Pólen escolhemos nossos álbuns favoritos. Não foi fácil, e com certeza alguém vai se arrepender por ter escolhido um e não outro (eu mesma).

Esperamos que as músicas que nos tocam também toquem vocês.

 

Ariel

Atlas, Baleia, 2016

Pensei muito antes de escolher o álbum que estaria nessa lista. Meu álbum favorito da vida é o Rumours, do Fleetwood Mac, mas acho que já esgotei minha cota de falar sobre ele. Então olhei as escolhas dos colegas de Pólen e ninguém tinha escolhido nada nacional.

Eu amo a Baleia. Em três anos, ela se tornou minha banda nacional favorita, e o Atlas é meu favorito dos dois álbuns da banda. Já escrevi sobre ele por aqui, mas é um álbum que fala sobre pertencimento e ser adulto, viver uma vida em meio ao caos do dia a dia. Veio num momento em que eu questionava a minha vida morando sozinha, e onde parecia que a existência era algo opressor. Depois de tantas mudanças nesse último ano, permanece mexendo comigo a níveis absurdos, um sinal de que é, de fato, um dos melhores álbuns que já ouvi.

 

Lara

Veckatimest, Grizzly Bear, 2009

Difícil gostar de um álbum todo, mas esse me pegou com sonoridade intrigante e letras bem bonitas. É um disco que é constante na minha vida, porque tem faixas que se adequem a todo momento. Two Weeks é ótimo para superar fossa, e já imaginei me casar ao som de I Will Live With You, que é bem pomposa. Just for fun, ouçam Cheerleader (muitas músicas que gosto têm esse título, oi, St. Vincent, oi OMI apesar da letra problemática).

 

Larissa

The Open Door, Evanescence, 2006

Sou suspeita porque amo absolutamente tudo já produzido na carreira da banda, mas tenho um carinho especial por TOD porque esperei cinco anos por ele, e foi um dos primeiros CDs que eu comprei. Ele pra mim resume tudo que eu mais gosto sobre o som do Evanescence, desde as letras cheias de significados até as misturas de melodias. Ah, e também foi a turnê dele que trouxe a banda pro Brasil pela primeira vez. Como não amar?

 

Lorena

Melodrama, Lorde, 2017

É uma verdade universalmente conhecida que a Lorde é a pessoa que fala melhor de nossos sentimentos de uma forma cool. Assim como todo mundo, me senti compreendida por Pure Heroine, em uma fase que minha vida tava mudando tanto que nada melhor que uma compositora como a Ella pra explicar. Com Melodrama, no entanto, ela atingiu exatamente a vibe “não sei o que quero da vida, mas quero falar de sentimentos” que anda me soterrando nos últimos anos. Sem mencionar a colaboração com o Jack Antonoff, que tornou tudo mais legal. Hoje em dia, eu ando pelas ruas, com fones de ouvido, pensando que posso ser uma bagunça constante, mas who cares – still the louvre.

 

Luísa

Blue Neighbourhood, Troye Sivan, 2015

Minha irmã sempre me fala que eu não sei escolher músicas para playlists e que acabo com o “clima” quando coloco as minhas músicas para tocar. O problema é que eu gosto de músicas que me deixam meio triste e meio saudosa – sobre o que, eu não sei, mas o álbum do Troye me deixa em uma zona só minha.Eu gosto de ouvir o álbum na ordem do começo ao fim. As músicas tem uma batida boa e suave, com letras que traduzem muito bem sentimentos difíceis de descrever. Suburbia é a música para voltar para casa no fim do dia, Ease é para quando preciso de uma abraço, Wild é para se sentir jovem…

 

Nina

After Laughter, Paramore, 2017

Então, tem quase dez anos que sou fã do Paramore. Apesar de o hino musical da minha vida (Last Hope) estar, na verdade, no quarto álbum, é o recém-lançado After Laughter que me ganhou completamente. Eu não lembro de gostar tanto de um álbum, do começo ao fim, como gosto desse. Geralmente, acabo elegendo apenas algumas canções como preferidas, mas aconteceu algo inédito com este quinto álbum: eu não sei qual música amo mais. O efeito dele é incrível, porque é absurdamente simbólico, de um jeito triste e real. Enquanto a sonoridade é alegre e parece que é tudo festa e diversão, as letras dizem o oposto; nelas, existem muita tristeza, ansiedade e imperfeições. Eu me relaciono absurdamente com cada uma das canções, porque parecem momentos diferentes da minha própria vida, na qual existe muita ansiedade, acima de tudo. Então, reconheço muito do que as músicas dizem, porque lido diariamente com todas essas coisas negativas em mim, também.

 

 

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Sobre Ariel Carvalho

Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma bibliotecária carioca que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica.