Sylvia Nazareth e a vida em turnê


Texto: Lorena Pimentel // Imagens: arquivo pessoal

Sylvia Nazareth já apareceu na TV – ela interpretou Alana, irmã mais nova da personagem de Taís Araújo em Cheias de Charme – e agora, além de se dedicar aos estudos universitários, Sylvia também faz parte da turnê de Alcione como backing vocal. Ah, e ela é sobrinha da cantora. Eu conversei com ela sobre a vida em turnê e seus planos para o futuro.

A primeira coisa que quero te perguntar é: como você começou a cantar?

Eu canto há tanto tempo que nem sei te dizer. Quando eu era pequena meu pai tinha um home studio improvisado e eu ficava brincando com o microfone. Minha primeira vez cantando em público foi aos 10, quando eu fiz uma joaninha num musical. Dali pra frente comecei a ver que podia ser boa nisso e passei a fazer aulas de canto.

Você considera a música um ramo estável? Pretende continuar na área?

Nem um pouco! Mas não consigo me ver trabalhando com nada que não seja artístico. Acho que vou acabar sempre passando de um tipo de arte para outra, além de cantar gosto de atuar e produzir também.

Como foi sua experiência crescendo com alguém famoso na família?

Só me dei conta realmente da proporção das coisas lá pelos oito anos. É engraçado porque antes disso era só minha tia e achava ela uma pessoa muito popular, já que todo mundo conhecia ela. Só depois que entendi o porquê. Acho que o mais complicado é entender que de certo modo sua vida fica meio pública, ainda mais porque sou muito próxima da minha tia.

Como é a vida em turnê? Você chega a conseguir visitar os lugares ou a rotina é muito corrida pra isso?

Raramente consigo, mas sempre tento. Depende da quantidade de tempo que temos entre a chegada e a passagem de som, depende também da minha condição, as vezes o cansaço não deixa. A vida em turnê é cansativa, mas é ótimo, porque você fica cansado fazendo uma coisa que você gosta.

Você tem algum tipo de ritual em dias de show ou antes de entrar no palco? Como você se prepara?

Eu faço uma oração antes de entrar no palco, mesmo que seja breve. Dou uns saltinhos também para aquecer o corpo! Tento aquecer a voz, mas nem sempre dá tempo.

Qual foi sua melhor experiência no palco? 

Acho que a primeira vez que eu fiz o dueto com a minha tia, em maio desse ano. Porque eu estava muito nervosa e a expectativa de todo mundo sobre mim estava grande. Não foi a vez em que eu estive mais confortável no palco, evoluí muito de lá pra cá. Mas com certeza foi a mais emocionante, porque deu tudo certo no final das contas apesar do nervosismo.

Que conselho você daria para alguém que quer começar a cantar?

Estude! Isso quer dizer escute todos os estilos que der e tente cantar todos eles. Encontre um professor de canto, vai ser uma ajuda necessária. E se arrisque, você precisa praticar para conseguir conhecer sua voz e entender o que funciona melhor pra você.

 

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Sobre Lorena Pimentel

Paulistana que preferia ter mar, entusiasta do entusiasmo, Grifinória com medo de cachorros, defensora de orelhas pra marcar livros, não gosta de açúcar, colecionadora de instagrams com fotos de bebês, oversharer no twitter (@lorebpv) e uma eterna vontade de ter nascido Rory Gilmore.