“172 horas na lua”, Johan Harstad


172-horas_frente4_1.jpg.1000x1353_q85_cropEm 2018, quase cinquenta anos depois que o primeiro homem pisou na Lua, a NASA faz uma campanha especial para a comemoração dessa data tão importante e decide enviar três adolescentes – entre catorze e dezoito anos – para passarem sete dias na base lunar DARLAH 2, que até então era conhecida apenas pelos funcionários do governo americano. Através de um sorteio, são escolhidos três jovens: Mia, uma norueguesa que toca em uma banda de punk rock; Midori, uma japonesa que não via a hora de sair de seu país; e Antoine, um francês que só queria sair de Paris para esquecer a ex-namorada.

Os três passam por um treinamento intensivo de três meses na NASA. A expedição à Lua seria de quinze dias com uma estadia de sete dias na base lunar. A mídia mundial acompanharia esse grande aventura para registrar todos os momentos e mostrá-la à população que ficou na Terra. Mas é claro que toda essa viagem era apenas uma desculpa para voltar a um lugar terrível, onde coisas muito ruins aconteceram. E algumas coisas deveriam ser deixadas de lado porque no espaço, ninguém pode ouvir você gritar.

172 horas na lua é dividido em três partes, o antes, durante e depois da viagem. Ele também é escrito no ponto de vista das três personagens.

O antes nos apresenta às personagens e vemos como acontece o sorteio mundial para a viagem à Lua. O durante é sobre (duh!) a expedição e também todo o desenrolar da história. O depois vai te deixar de boca aberta, porque coisa mais bizarra não existe!

Não diria que esse livro é de terror, porque ele não dá medo. Mas a história é bastante tensa, principalmente a parte da lua, porque só consigo imaginar como eu ficaria caso eu estivesse no lugar de qualquer uma dessas personagens. As páginas finais da segunda parte são quando você começa a ligar os pontos e todas as informações dadas até esse momento fazem sentido. Mas, mesmo com todas as infos, você com certeza não consegue adivinhar o final (tudo bem que eu fui spoilada de um jeito ridículo, mas confesso que ainda assim fiquei bem surpresa, porque eu definitivamente não estava esperando AQUILO). E sobre o final, acredito que poderia ter um pouco de detalhe e explicação, porque essa parte ficou muito corrida e seria bem legal se a gente tivesse algumas palavrinhas a mais.

Achei que, algumas vezes, as personagens foram um pouco estereotipadas. A Mia, por exemplo, por tocar em uma banda de punk rock, muitas vezes era retratada como uma adolescente rebelde sem causa, e todos nós sabemos que esse pensamento é completamente ultrapassado.

No geral, acho que 172 horas na lua é um bom livro e vai fazer você pensar sobre o espaço e a Lua de um jeito completamente novo. Terminei o livro pensando que essa história daria um bom filme, e com algumas mudanças, ele poderia ser bem assustador.

Original: 172 timer på månen
Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
Nota: 4 estrelas

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Sobre Rovena

Rovena é de Vitória, formada em Relações Internacionais e atualmente cursa Letras-Inglês. Gosta muito de ler e ouvir música enquanto escreve. Grifinória, feminista e especialista em tretas do blink-182. Está no twitter (@rovsn).